17 dezembro, 2009

0 Da Adoção - Westminster - A. A. Hodge



Todos quantos são justificados, Deus se digna fazer participantes da graça da adoção, em e por seu único Filho Jesus Cristo; por meio de quem não são eles recebidos no número e desfrutam da liberdade e privilégios dos filhos de Deus; têm sobre si o nome dele, recebem o Espírito de adoção; têm acesso, com ousadia, ao trono da graça; são capacitados a clamar: Aba Pai; são tratados com piedade, protegidos, sustentados e corrigidos por ele como por um pai; contudo, jamais abandonados, mas selados para o dia da redenção, e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação ( Cap XII - Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.17; Jo 1.12; Jr 14.9 - Para ver todas as referências vá ao tópico - Confissões de Fé e Credos ).


EXPOSIÇÃO


No mesmo instante em que um crente é unido a Cristo no exercício da fé, ter-se-ão consumado nele simultâneamente e inseparavelmente duas coisas:


1. Uma mudança total de relacção com Deus e com a lei como um pacto de vida; e


2. Uma mudança de sua natureza interior e espiritual. A mudança de relação é representada pela justificação; a mudança de natureza, pela regeneração. Regeneração é um ato de Deus, originando, por meio de uma nova criação, uma nova vida espiritual no coração do sujeito. O primeiro e instantâneo ato desta nova criatura, resultante de sua regeneração, é fé ou crer, confiante recepção da pessoa e obra de Cristo. No exercício da fé pela alma regenerada, justificação é o ato instantâneo de Deus, sobre a base daquela perfeita justiça que a fé da pecador apreendeu, declarando-o livre de toda condenação e com direito legal às relações e benefícios assegurados pelo pacto que Cristo cumpriu em seu favor. Santificação é o desenvolvimento progressivo para a perfeita maturidade dessa nova vida que foi implantada na regeneração. A Adoção representa a nova criatura em suas novas relações - suas novas relações intoduzidas num coração apropriado, e sua nova vida desenvolvendo-se num ambiente apropriado, e sua nova vida desenvolvendo-se num ambiente apropriado e cercado daquelas relações que nutrem seu crescimento e a coroa com bem-aventurança. A justificação sé efetua uma mudança de relações. A regeneração e a santificação sé efetuam um estado inerente moral e espiritual da alma. A adoção inclui ambas. Como apresentada na Escritura, ela segue, num cenário complexo, a criatura recém-regenerada nas relações em que ela é introduzida pela justificação.


Esta divina filiação, na qual o crente é introduzido pela adoção, inclui os seguintes elementos e vantagens primordiais: -


2.1. Deriva a natureza espiritual de Deus: "Para que sejais participantes da natureza divina" (2Pe 1.4; Jo 1.13; Tg 1.18; 1Jo 5.18).


2.2. Nasce à imagem de Deus, portanto sua semelhança: "E revestindo-se do novo homem, que é renovado no conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" (Cl 3.10; Rm 8.29; 2Co 3.18).


2.3. Leva seu nome (1Jo 3.1; Ap 2.17; 3.12).


2.4. Torna-se objeto de seu amor especial: "Para que o mundo conheça que tu me enviaste, e eles me têm amado, como tu me amaste" (Jo 17.23; Rm 5.5-8).


2.5. Torna-se habitação do Espírito de seu Filho (Gl 4.6), que forma em nós um espírito filial ou um espírito que nos faz filhos de Deus - obedientes (1Pe 1.14; 2 Jo 6), livres do senso de culpa, da escravidão legal e do medo da morte (Rm 8.15-21; Gl 5.1; Hb 2.15e elevados com santa ousadia e com dignidade real (Hb 10.19,22; 1Pe 2.9; 4.14).


2.6. Representa proteção, consolação e suprimentos abundantes. (Sl 125.2; Lc 12.27-32; Jo 14.18; 1Co 3.21-23; 2Co 1.4).


2.7. Representa disciplina paternal para nosso bem, inclusive aflições espirituais e temporais (Sl 51.11,12; Hb 12.5-11).


2.8. Garante a herança das riquezas da glória de nosso Pai, como "herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (Rm 8.17; Tg 2.5; 1Pe 1.4; 3.7), inclusive a exaltação de nossos corpos em comunhão com o Senhor (Rm 8.23; Fp 3.21).


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